História do Campo de Testes Solares
Desde 2004, trabalhámos durante quase duas décadas com o físico e inventor Jurgen Kleinwaechter, testando e pesquisando as sua inovações ecológicas de alta tecnologia na concentração de tecnologias de energia solar, desenvolvendo sistemas modulares que proporcionam autonomia energética a uma aldeia/comunidade em áreas essenciais como:
- electricidade
- mecânica
- cozinha
- aquecimento
- refrigeração
- transportes
Simultaneamente, optimizámos as condições para o cultivo de plantas, de forma a produzir alimentos de alta qualidade em espaços reduzidos, recorrendo a formas inovadoras de armazenagem de energia térmica em gravilha e óleo.
“Uma contribuição essencial para os nossos novos modelos de povoamento, nos quais os seres humanos e a natureza cooperam, é a nossa investigação sobre sistemas energéticos descentralizados que utilizam tecnologias solares que podem ser construídas localmente. Por descentralização, entendemos a criação de economias regionais de subsistência, relativamente auto-suficientes e interligadas. O intercâmbio mundial entre regiões autónomas dará origem a uma globalização humana e pacífica.”
Barbara Kovats, anciã
Aldeia Solar em Acção: O Campo de Testes do Centro de Investigação para a Paz de Tamera (2015)
Áreas de Investigação
Espelho de Membrana Ultraleve (2015)
Espelho de Membrana Ultraleve de Tamera – Primeiro Protótipo (Setembro de 2016)
- O Espelho de Membrana Ultra-leve: Este é um sistema óptico de baixa energia incorporada, de alto desempenho e leve, para a concentração de energia solar – mais de 1.000 vezes, gerando temperaturas acima dos 1.000ºC. O espelho é composto por 6 segmentos de espelho individuais, cada um com uma almofada insuflável de película de polímero, com 0.1 mm de espessura, suspenso numa leve estrutura rígida. A superfície óptica de precisão, necessária para alta concentração, é atingida mediante a pressão do ar. A luz solar focada é direccionada para um ponto fixo, perto do chão. Quando o espelho se move, a energia focada pode ser recolhida por uma instalação estática.
- O motor Stirling de baixa temperatura pretende ser uma fonte principal de energia eléctrica e mecânica. O motor é constantemente aquecido numa parte e arrefecido noutra. O ar no meio expande quando aquecido e contrai quando arrefecido e esta mudança de pressão acciona um pistão.
- O Sunpulse Water é uma bomba de água solar com um Motor Stirling de baixa temperatura, funcionando com a luz do sol, usando o ar como o seu fluido de trabalho. A bomba utiliza zero combustível fóssil, gera zero emissões de CO2, e é um sistema “independente”. Com uma potência de saída de energia hidráulica de 300W, é ideal para o abastecimento descentralizado de água, sem necessitar de qualquer infra-estrutura adicional.
- A Envelope Power Greenhouse (EPG) é uma estufa coberta com EFTE UV-transparente (película de plástico), onde cultivamos sementes orgânicas. O calor da estufa também era usado como fonte de energia para alimentar o SunPulse. Como prova de princípio, usámos um sistema de lentes Fresnel – o telhado contém concentradores Fresnel que aquecem uma série de tubos que contêm óleo vegetal.O óleo circulava num sistema fechado e era guardado num tanque, que retinha o calor dia e noite, e o óleo quente dava energia a uma cozinha utilizada por cerca de 50 pessoas. O óleo quente fluía por tachos de cozinha de parede dupla, para que o calor pudesse ser usado directamente para cozinhar. O óleo quente era também utilizado para alimentar um pequeno motor Stirling, o SunPulse Electric, capaz de produzir 1.5kW.O protótipo já não se encontra em uso, mas usamo-lo ao desenvolvermos a geração actual de colectores de energia e motores Stirling, a instalar no Campo de Testes como parte do nosso projecto de autonomia energética.